Terça-feira, 17 de Abril de 2012
Terça-feira, 20 de Março de 2012
João Onofre
Nasceu em Lisboa a 29 de Janeiro de 1976.
Em 1998, Licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, em 1999 conclui o Mestrado em Fine Art na Goldsmith School College, em Inglaterra.
Afirma ter sido una escolha tradia, enveredar por uma vida artística, mas apesar da sua afirmação a sua carreira começou cedo.
Untitled (yellow degradation), 2007 - Acrylic marker on cotton paper cm. 70 x 100 (sheet) cm. 82 x 112 (framed
A maioria dos seus trabalhos são no formato de vídeo, mas também podemos ver na sua obra diferentes estilos como o desenho , fotografia , performances. O elemento de ligação e reconhecimento das suas obras encontra-se na sua estrutura conceptual , e na reutilização ou apropriação de produtos , ou obras culturais .
“ Os Vídeos resultam quase sempre de trabalhos sob produtos culturais” RTP2 013.01.POPUABR04, João Onofre, Vídeo Art Praticamente em todas as suas obras podemos apreender a performance. “ A performatividade define um pouco a condição do que é o vídeo e da forma como ele foi utilizado pelos artistas ao longo da história da arte, nesse sentido quase todos os trabalhos são constituídos por performance, orientadas digamos assim, tarefa orientada.”. Doc. RTP 2, Geração 25 de Abril; João Onofre.
Esta performatividade explora os movimentos do corpo e da a acção diante da câmara, onde o vídeo capta a duração do acontecimento, e depois reproduz-o num espaço positivo. A exploração desta vertente da performance, são questões que ele levanta ao Vídeo. A indiscutível marca de João Onofre é a capacidade que têm de distorcer visões e conhecimentos de outrora expressados no modernismo e trazê-los ao novo século XXI, entrelaçada com a cultura pop musical, ou cultura popular; conjugando-os com citações, sons, performance, e construir dessa forma estruturas conceptuais de referência histórica. As citações são sempre encenadas e nunca perdem o sentido de comunicabilidade , que apesar de demonstrarem a destreza da sua manipulação, também se podem assistir nelas um certo sentimentalismo, e um olhar clínico sobre o Modernismo. “ Os trabalhos dependem muito do tema original, o termo musical original”. Doc. RTP 2, Geração 25 de Abril; João Onofre.
“ Talvez por haver um grau de identificação com o objecto que as pessoas já conhecem de outro contexto, conseguem reunir esse contexto á sua memória e de certa forma trabalham como eu trabalho”. RTP2 013.01.POPUABR04, João Onofre, Vídeo Art,
“ Alguma Vez viste alguém olhar tão intensamente para uma escultura”. Documentário RTP 2, Geração 25 de Abril, Andrew Reton, Curador.
Box sized Die featuring..., 2007/2008 Steel, acoustic isolation material, performance by a Death Metal Band Variable duration
183 x 183 x 183 cm
Box Sized die featuring Um dos melhores exemplos dessa conexão conceptual dos dois mundos foi instalação de uma banda de Death Metal, dentro de um cubo de 183x183x183 cm , com isolação acústico, que era nada mais que uma réplica do cubo que Tony Smith fez em 1972, da arte minimalista. João Onofre assume a réplica e defini-o até como sendo literalmente um cubo de aço abstracto, que deu origem ao Tíulo Box sized die featuring Um projecto com duas componentes uma o objecto escultural, outro a performance. Ele cruza a actualidade de uma cultura ultra especifica de música como o Death metal, com um ícone modernista, com uma lógica interna muito específica á sua própria identidade conceptual de dois tempos e conceitos de culturas bem distintas. Para além desses dois tempos culturais, penso que também se pode ver a intenção do limite nesta obra presente pelo som, que de (x) em (x) tempo, tanto está presente como ausente o (silêncio), como o da vida pelo ar respirável ou irrespirável, e pela forma o cubo ter revivido na condição limite do que uma escultura pode ser. Diferentes tempos, e conceitos á partida de difícil ligação mas que ele consegue de interligar de forma incontestável. A performance á partida não era identificada como o elemento estruturante, porque não era no seu todo visível, só esporadicamente quando necessário, a porta do cubo tinha que se abrir (uma condição), para renovar o ar, de forma a torná-lo novamente respirável. Mas o não invisível acabou por coordenar a intensidade dos olhares e revirar o foco das atenções para a forma da escultura o cubo, daí o resultado ambíguo. A mostrar isso mesmo basta a frase que Andrew Reton, relata da conversa que teve com Onofre quando estavam a ver a instalação em Barcelona o João Onofre vira-se para ele e comenta.
“ Alguma Vez viste alguém olhar tão intensamente para uma escultura”. Documentário RTP 2, Geração 25 de Abril, Andrew Reton, Curador.
Untiteld ( vulture in the Studio) 2002
Não é a única obra que João Onofre deixa ver o seu estúdio como Back ground, mas de todas as obras dentro do estúdio esta, é para mim a que melhor faz a ponte conceptual entre o jogo do mundo privado e exterior. Numa espécie de metáfora coloca o abutre como marchands do mercado da arte.
A liberdade que é dada ao abutre solto no seu único universo de concepção artístico, e sem qualquer limitação sem ser as paredes, torna essa liberdade destruidora. Liberdade essa que demonstra a força externa que os mercado da arte, exercem sobre o espaço interior de cada concepção da obra artística, e as consequências que podem provocar no trabalho artístico.
Mesmo que exista um isolamento de quatro paredes físicas que delimitam o espaço da acção de concepção, a selvajaria dos mercados chega com uma força que baralham e destroem todos os processos. Reforça com este trabalho o paradigma romântico entre a produção artística e a tensão do esforço civilizacional.
Uma critica, uma ironia, forte ao processo de desenvolvimento exterior da arte.
Catriona Shaw sings "Baldessari sings Lewitt" re-edit, "Like a Virgin", extended version 2003 video, color, sound on DVD, 14 min. 23 sec. loop
Untitled (Leveling a spirit level in free fall feat. Dorit Chrysler's BBGV dub), 2009 HD video, color, sound 4'20'' variable dimension
Untitled (Sun 2500), 2010 single channel HD video, PAL, 16:9, color, sound, 8'10'' variable dimensions
Untitled version (I see a darkness), 2007 - HDV, color, sound Duration: 4'16
Intrumental Version, Video, cor, som 6, 53, 274 x 370 cm. Cortesia do artista / Cristina Guerra Contemporary Art
Pas d ́action, video, cor, som, 4,16, 246x312 cm . Cortesia do artista/ Cristina Guerra Contemporary Art
Sábado, 10 de Março de 2012
Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
Filipe Abranches
Curta metragem de Animação : Pássaros
Ano 2009
Realizado por: Filipe Abranches
Produzida por:Animanostra
Curta metragem que em 2009 ganhou dois prémios o Grande Prémio Tóbis do Cinanima e o prémio Restart para melhor realizador Português no INDIE Lisboa.
É uma animação que demorou dois anos a ser realizada.
Fica aqui só o trailer mas já dá para ficar com a noção da qualidade da animação.
Sábado, 7 de Janeiro de 2012
Domingo, 1 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
Bansky & Mr. Brainwash
Documentário
Bansky Pinta A Parede
A própria capa do documentário diz Bansky pinta Parede, e começa por ser relamente um documentário que Thierry começa a fazer, sobre a Art Street , mas que acabou por ser um documentário do próprio Thierry ( Mr. Brainwash).
Que após passar algum tempo a viajar por todo o mundo, a seguir artistas dedicados à Art Street, acabou por começar ele próprio a fazer Art Street, a espalhar a sua imagem trabalhada por outra pessoa, impresa em fotocópias de grandes dimensões de 10 a 12 metros, espalhados pelas ruas.
Mr. BrainWash
Com um incentivo de Bansky para organizar uma pequena exposição, Thierry hipoteca o seu negócio para investir num enorme estúdio e em material de impressão, e contrata uma equipa a tempo inteiro para trabalhar para ele, para produzirem peças para M.B.W. à escala industrial.
David Healy, funcionário na altura de M. B. W, sem abandonar a ironia do próprio documentário, refere o processo de trabalho, processo esse que a única coisa que M.R.W fazia era desfolhar livros colocar post hits nas imagens que gostava para depois serem trabalhadas em photoshop por vários funcionáros, e que no final do processo de trabalho, M.B.W, selecionava as imagens , impressas já em grande escala, como se de um desfile se trata-se, as que queria ou não na sua exposição, sem nunca sair da sua área de conforto, isto é plenamente e muito bem sentado a ver o trabalho dos "outros", que é seu, que apenas se limitava a dizer Gosto / Não Gosto.
E numa espécie de justificação de não fazer nada compara-se a Damien Hirts, e refere que ele têm 100 pessoas a trabalhar para ele, portanto M.B.W. nunca irá cortar papel.
A sua simples primeira exposição recomendada por Bansky, vira uma exposição, a grande escala, em que aluga os antigos estúdios da CBS com mais de 4 500 m2, no centro de Hollywood, e começa a transformar o espaço - para o que disse querer ser, um show de trocadilhos de arte por parque.
" em vez de ser um parque de diversões vais ser arte para diversões"
" em vez de ser um parque de diversões vais ser arte para diversões"
Com a publicidade começou a vender antes mesmo da exposição, ou sem alguma vez ter estado nesse meio, começou do dia para á noite, e apenas, quem o lançou foi o Marketing.
Visualiza-se até um gozo por parte do próprio enquanto decide o preço das suas milhares impressões.
( Impressão de mona lisa com uma venda a tapar um olho, feita por spray).
Visualiza-se até um gozo por parte do próprio enquanto decide o preço das suas milhares impressões.
( Impressão de mona lisa com uma venda a tapar um olho, feita por spray).
" É ouro. Pões um pouco de spray e ... Quanto é? 18 mil dólares! 12 mil doláres "
Comentário durante a 1º exposição que Mr brainwash organiza em Los Angels, Life is beautiful.
"As suas obras são muito limitadas, mas se as considerarmos como um conjunto, precebe-se uma interessante.... pesquisa á volta do conceito celeberidade"
Teve mais de quatro mil visitas, e no final de uma semana vendeu mais de um milhão de doláres em obras de arte...
O que era para ser um exposição de 5 dias prolongou-se por mais dois meses
Cometários de Bansky
"A maioria dos artistas leva anos a aperfeiçoar a sua arte e a criar o seu próprio estilo.
Thierry parecia ter saltado todas essas etapas. Não há niguém como o thierry.
Ainda que as suas obras lembrem as de outra pessoa."
Comentário
Shepard Fairey (obey) - "A minha responsabilidade na criação do Mr. Brainwash foi a melhor das intenções, mas mesmo quando somos bem intencionados as coisas podem correr mal.
Criar todas aquelas obras, e querer passar a imagem de um artista experiente, pronto para o público internacional, penso que foi prematuro"
Penso que todo este fenómeno, a obsessão de Thierry de se tronar num artista urbano, de que uma data de parvos fossem às suas exposições, e de vender muito a um preço elevado e muito rapidamente, do ponto de vista antropológico e sociológico, é muito interessante.
E talvez possamos retirar alguma lição.
Bansky
Andy whorld marcou posição ao repetir ícones famosos até este perderem o seu significado, mas fê-lo, ele prórpio; de forma muito icónica.
Thierry fê-lo sem qualquer significado.
Não sei o que significa sucesso e a chegada e Thierry ao mundo da arte.
Talvez, o Thierry tenha sido um génio desde o ínicio, talvez tenha sido sorte.
"Talvez a arte seja uma piada."
" Mas supostamente não existem regras. Portanto não sei qual é a moral disto tudo.
Sempre encorajei as pessoas a fazerem arte. Costumava pensar que toda a gente devia fazer.
"Já não costumo fazer muito isso."
Bansky
Mr. Brain Wash
A voz no final do documetário com a ironia de todo o documentário descreve o que cada um dos artistas ainda faz ... e "Thierry Gueta " continua a gozar de sucesso, enquanto Mr. Brainwash." Criou a capa do albúm de Madonna, greatest Hits. Já fez exposições pelo mundo todo.
"Se o Thierry foi bem sucedido óptimo, mas ...
O engraçado é que já não sei onde está a graça..."
Este documentário, revelou-se importante pela "divulgação" da Art Street, e realmente mostrou a sua vertente até então mais oculta, também revelou o seu ponto de viragem no meio artístico para dentro da galerias e mostrou a progressão no seu aumento de valor no mercado.
Mas foi mais marcante porque se pode observar bem de perto o total descontrolo do mundo da arte.
Cocluindo que até os que apoiaram M.B.W. e divulgaram-no ao mundo com seu nome na capa, Bansky, que suscitaram a supresa a quando visualização, documetário, que seria supostamente como o nome indicava, seria sobre si próprio, mas que acaba por ser o documentário do que filma M.B.W, o engraçado é que no fim do desenrolar dos acontecimentos não conseguiram disfarçar o "enjoo" das proporções finais.
É para mim um documentário sobre a brincadeira assumida descaradamente da arte perante todos.
Revela cada vez mais, que o mudo das artes é um meio de extremos em que se exige cada vez mais significados, mais sinopses, mais estudos, mais mais mais conhecimento.
E uma pessoa sem qualquer intenção, chega do nada, sem significado, e atinge reprecursões mundiais, passando por uma cultura talhada por séculos.
Tornando rídiculo para todos o mundo artístico.
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